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SEO Técnico

Migração de site: como mudar sem perder posições no Google

Migração de site sem perder SEO: o que preparar antes, como fazer os redirecionamentos 301 e o que vigiar depois, explicado para negócios em Lisboa.

Ricardo Morais 9 min de leitura
Capa do artigo sobre migração de site sem perder posições no Google, com Ricardo Morais num cowork de Lisboa a rever o site novo com um empresário

Migração de site é qualquer mudança que altere os endereços, a estrutura ou a tecnologia das páginas que o Google já conhece: um site novo, um domínio novo, a passagem para HTTPS ou a troca de plataforma. Feita com método, mantém as posições e os contactos. Feita à pressa, pode apagar em poucas semanas o trabalho de anos. A regra de base é simples: cada URL antigo tem de levar, com um redirecionamento 301, à página nova que o substitui.

Em Lisboa vejo isto acontecer sobretudo em três momentos: quando um negócio renova o site com uma agência, quando muda de nome ou de domínio e quando junta dois sites num só. Neste guia explico o que preparar antes, como fazer a mudança e o que vigiar nas semanas seguintes, sem jargão desnecessário.

O que conta como migração de site

Nem todas as mudanças têm o mesmo risco. Trocar as cores do tema é inofensivo; mudar todos os endereços das páginas de serviço é outra conversa. Esta tabela ajuda-te a perceber em que caso estás:

Tipo de mudançaExemploRisco para o SEOFerramenta de mudança de endereço
Novo design, mesmos URLsTema WordPress novoBaixo a médioNão é precisa
Nova estrutura de URLs/servicos/canalizacao/ passa a /canalizador-lisboa/AltoNão é precisa
Novo domínioDe .com para .pt, ou marca novaAltoSim
HTTP para HTTPSInstalação do certificadoBaixoNão é precisa
Nova plataformaWix para WordPress, WordPress para AstroMédio a altoSó se o domínio mudar
Fusão de sitesDois sites de uma clínica num sóAltoSim, para o domínio que desaparece

O risco sobe sempre que os URLs mudam. Se a tua mudança é só visual e os endereços ficam iguais, o trabalho é mais leve, mas continua a valer a pena verificar títulos, textos e velocidade antes de pôr o site novo no ar.

Ricardo Morais num espaço de cowork em Lisboa, com vista para os telhados e o Tejo, a mostrar a um empresário o design do site novo e o mapa de redirecionamentos

Porque é que um site novo pode perder tráfego

O Google não castiga um site por ser novo. O que acontece é que perde as referências que tinha. Os motivos repetem-se quase sempre:

  • URLs que mudam sem redirecionamento: quem chega de um resultado antigo ou de um link externo encontra um erro 404.
  • Conteúdo cortado: a página de serviço com 900 palavras passa a ter um parágrafo, porque “fica mais limpo”.
  • Títulos e metadescrições perdidos: o site novo sai com títulos genéricos como “Serviços” ou “Página inicial”.
  • Bloqueios do ambiente de testes: o noindex ou o Disallow: / do robots.txt ficam ativos depois do lançamento.
  • Links internos partidos: menus e textos continuam a apontar para endereços antigos.
  • Site mais lento: um tema pesado ou imagens sem compressão pioram a experiência no telemóvel.

Um caso típico: uma clínica dentária em Arroios renova o site e a página de implantes passa a ser uma linha na página “Tratamentos”. Duas semanas depois, deixa de aparecer para “implantes dentários Arroios”. Não foi uma penalização. Foi a página que deixou de existir.

Antes da mudança: o inventário

A parte mais importante de uma migração de site acontece antes de alguém mexer no servidor. Reserva tempo para fazer o inventário do que tens hoje:

  1. Lista todos os URLs atuais. Junta o sitemap, as páginas indexadas no Google Search Console e um rastreio completo com o Screaming Frog.
  2. Identifica as páginas que trazem resultados. No Search Console, vê os últimos 12 meses: cliques, impressões e as pesquisas que levam a cada página. No Analytics, vê as que geram contactos.
  3. Guarda o conteúdo. Exporta títulos, metadescrições, H1 e textos das páginas principais. Se o site novo encurtar alguma página, fazes isso de forma consciente.
  4. Regista as páginas com links externos. São as que mais valor perdem se ficarem sem redirecionamento.
  5. Constrói o mapa de redirecionamentos. Uma folha de cálculo com duas colunas: URL antigo e URL novo.

Como fazer o mapa de redirecionamentos

O mapa é o documento que decide se a migração corre bem. Segue três regras:

  • Um para um: cada página antiga aponta para a página nova mais parecida, não para a página inicial.
  • Sem cadeias: o URL antigo vai direto ao destino final, sem passar por dois ou três saltos.
  • Honestidade com o que desaparece: se um serviço deixou de existir e não há equivalente, a página antiga pode devolver 404 ou 410. Mandar tudo para a página inicial confunde o Google e o visitante.

Aproveita o inventário para rever o essencial de cada página com a checklist de SEO on-page. É mais fácil corrigir agora do que depois do lançamento.

Durante a mudança: redirecionamentos 301 e verificações

A Google recomenda redirecionamentos permanentes do lado do servidor, como o 301 ou o 308, sempre que possível. Os redirecionamentos por JavaScript ou por meta refresh só devem ser usados quando não há alternativa, como explica o guia oficial sobre redirecionamentos e a Pesquisa Google.

Na prática, depende da plataforma:

  • WordPress: um plugin como o Redirection ou o módulo de redirecionamentos do Rank Math resolve a maioria dos casos. Em sites grandes, as regras no servidor (.htaccess ou Nginx) são mais rápidas.
  • Sites estáticos (Astro, por exemplo): um ficheiro de redirecionamentos no alojamento, como o _redirects da Cloudflare ou da Netlify.
  • Mudança de domínio: o domínio antigo tem de continuar registado e ativo, a redirecionar cada página para a sua equivalente.

Se ainda estás a decidir a tecnologia do site novo, vale a pena ler a comparação entre WordPress e Astro para o site de um negócio antes de fechar o projeto.

No dia do lançamento

Quando o site novo ficar no ar, confirma por esta ordem:

  1. O noindex e os bloqueios do robots.txt do ambiente de testes foram retirados.
  2. Uma amostra de 20 a 30 URLs antigos redireciona com 301 para a página certa.
  3. Cada página tem um canonical para si própria e os links internos apontam para os URLs novos.
  4. O sitemap novo está publicado e foi enviado no Search Console.
  5. Se mudaste de domínio, verificaste as duas propriedades e usaste a ferramenta de mudança de endereço.
  6. O formulário de contacto, o telefone clicável e as conversões do Analytics funcionam.

O guia da Google sobre como mover um site com alterações de URL recomenda ainda atualizar os links que controlas fora do site: a ficha do Google, as redes sociais e os diretórios onde o negócio está listado.

Depois da mudança: o que vigiar

Uma migração de site bem feita não tem tráfego estável no primeiro dia. É normal haver oscilações enquanto o Google rastreia os endereços novos. O que interessa é a tendência:

  • Primeira semana: erros 404 e de redirecionamento no Search Console, páginas excluídas por engano e o tráfego das 10 páginas mais importantes.
  • Semanas 2 a 4: as páginas novas começam a substituir as antigas nos resultados. Num site pequeno ou médio, isto costuma levar algumas semanas.
  • Meses 2 e 3: compara cliques e contactos com o mesmo período antes da mudança. Uma quebra que não recupera aponta quase sempre para uma página sem redirecionamento ou com conteúdo cortado.
  • Pelo menos 1 ano: mantém os redirecionamentos. A Google recomenda no mínimo um ano, e mantê-los mais tempo é melhor para quem chega por links antigos.

Erros que vejo em sites de Lisboa

Há falhas que se repetem tanto que já as procuro logo na primeira análise:

  • Redirecionar todas as páginas antigas para a página inicial.
  • Deixar o site de testes indexado, com conteúdo duplicado num subdomínio.
  • Mudar os URLs das páginas de bairro (Alvalade, Benfica, Parque das Nações) sem redirecionamento, perdendo as pesquisas locais que melhor convertem.
  • Esquecer as imagens, os PDF de tabelas de preços e os menus, que também recebem tráfego.
  • Lançar o site novo numa sexta-feira à tarde, sem ninguém a vigiar os erros no fim de semana.

Quando pedir ajuda

Se o teu site tem poucas páginas e as mudanças são só visuais, consegues tratar da migração com o inventário e a checklist acima. Se vais mudar de domínio, de plataforma ou de estrutura, e o site já traz contactos todos os meses, compensa ter alguém a acompanhar: uma consultoria de SEO técnico em Lisboa prepara o mapa de redirecionamentos, valida o lançamento e vigia as semanas seguintes.

É o tipo de trabalho que faço lado a lado com quem desenvolve o site, para que o design novo não custe as posições que o antigo já tinha conquistado.

Perguntas frequentes

Vou perder posições numa migração de site?

É normal haver oscilações nas primeiras semanas, mesmo com tudo bem feito. Com redirecionamentos 301 página a página e o conteúdo mantido, as posições recuperam. Quedas fortes e duradouras indicam quase sempre redirecionamentos em falta ou páginas cortadas.

Quanto tempo devo manter os redirecionamentos 301?

A Google recomenda pelo menos um ano. Se ainda recebes visitas pelos URLs antigos, mantém-nos por mais tempo. No caso de mudança de domínio, mantém também o domínio antigo registado.

Mudar de WordPress para outra plataforma afeta o SEO?

A plataforma em si não. O que afeta é o que muda com ela: endereços, conteúdo, velocidade e dados estruturados. Se os URLs se mantiverem e o conteúdo for o mesmo ou melhor, a mudança pode até melhorar os resultados.

Preciso de usar a ferramenta de mudança de endereço do Search Console?

Só quando mudas de domínio ou de subdomínio. Para passar de HTTP para HTTPS, de www para sem www ou para mudar apenas a estrutura de URLs dentro do mesmo domínio, não é necessária.

Posso fazer a migração sozinho?

Num site pequeno, com mudanças simples, sim. Num site que gera contactos todos os meses, o custo de um erro é maior do que o custo de uma revisão profissional antes do lançamento.

Conclusão

Uma migração de site não tem de custar tráfego. Com inventário, mapa de redirecionamentos, verificação no dia do lançamento e acompanhamento nas semanas seguintes, o site novo herda o que o antigo conquistou. Se estás a preparar uma mudança e queres saber o que está em risco, conhece os meus serviços de SEO em Lisboa ou pede uma análise gratuita antes de pôr o site novo no ar.

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Próximo passo

Vamos pôr o teu negócio de Lisboa no topo do Google?

Sem compromisso e sem discurso de vendas. Falamos 20 minutos, olho para o teu site à frente de ti e digo-te o que está a travar-te. Se fizer sentido trabalharmos juntos, dizemos. Se não fizer, também digo.