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SEO ou Google Ads: o que compensa mais a um negócio em Lisboa

SEO ou Google Ads para um negócio local em Lisboa? Custos, prazos, riscos e o modelo que recomendo para combinar os dois sem desperdiçar orçamento.

Ricardo Morais 9 min de leitura
Capa do artigo SEO ou Google Ads, com Ricardo Morais a comparar resultados no portátil numa esplanada de Lisboa

SEO ou Google Ads? Para a maioria dos negócios locais em Lisboa, a resposta curta é: Google Ads quando precisas de chamadas já este mês, SEO quando queres que o Google continue a trazer clientes daqui a dois anos sem pagar cada clique. Os dois aparecem na mesma página de resultados, mas funcionam de forma oposta: um é uma renda, o outro é um ativo. A decisão certa depende do teu prazo, da tua margem e de quanto tempo consegues esperar.

Esta é das perguntas que mais ouço em primeiras reuniões, de clínicas a canalizadores. Quase sempre vem com uma frase do género “já gastei dinheiro em anúncios e não sei se valeu a pena”. Por isso, em vez de defender um lado no debate SEO ou Google Ads, deixo aqui o raciocínio que uso para decidir caso a caso.

SEO ou Google Ads: o que muda entre os dois

Antes de comparar custos de SEO ou Google Ads, convém perceber o mecanismo de cada canal.

O Google Ads é um leilão. Sempre que alguém pesquisa, o Google decide em frações de segundo que anúncios mostrar e por que ordem, com base no valor da licitação, na qualidade do anúncio e no contexto da pesquisa. A própria Google explica como funcionam os leilões do Google Ads: não basta pagar mais, mas sem pagar não apareces. Quando o orçamento acaba, o anúncio desaparece no mesmo minuto.

O SEO trabalha os resultados orgânicos e o mapa. Aqui não há licitação: a Google afirma, na página sobre anúncios na Pesquisa, que ninguém pode comprar um melhor posicionamento nos resultados orgânicos. Sobes porque o teu site e a tua ficha respondem melhor à pesquisa do que os da concorrência. Demora mais, mas o que constróis fica.

Na prática, a dúvida entre SEO ou Google Ads é uma escolha entre velocidade e acumulação.

Ricardo Morais numa esplanada em Lisboa a comparar com um empresário os resultados de anúncios e de pesquisa orgânica no portátil

SEO ou Google Ads lado a lado

Esta tabela resume o que costumo mostrar a quem está a decidir entre SEO ou Google Ads pela primeira vez.

CritérioGoogle AdsSEO
Tempo até aos primeiros contactosDias3 a 6 meses em pesquisas locais
Custo por visitaPagas cada cliqueSem custo por clique
O que acontece se pararesO tráfego cai para zeroO tráfego mantém-se durante meses
Controlo da mensagemTotal, ajustável num diaParcial (o Google escolhe o excerto)
Confiança do utilizadorMédia: muita gente salta os anúnciosAlta, sobretudo no mapa com avaliações
Melhor paraCampanhas, sazonalidade, testesProcura constante, serviços principais
Risco principalGastar sem medir conversõesDesistir antes de os resultados chegarem

Nenhuma linha da tabela dá a vitória a um dos lados. Mostra apenas que resolvem problemas diferentes, e é por isso que a pergunta SEO ou Google Ads raramente tem uma resposta universal.

Quando o Google Ads faz mais sentido

Há situações em que escolher SEO ou Google Ads nem sequer é uma dúvida: os anúncios são a opção óbvia.

  • Abriste agora. Um restaurante que inaugura em Campo de Ourique não pode esperar seis meses pelo mapa.
  • Tens uma época curta. Ar condicionado em junho, declarações de IRS em abril, aquecimento em novembro.
  • Queres testar um serviço novo. Antes de criar páginas e conteúdo, uns dias de anúncios mostram se há procura real.
  • A tua margem por cliente é alta. Num implante dentário ou num processo jurídico, um clique caro continua a compensar.
  • Precisas de aparecer numa zona concreta. O Ads permite segmentar por raio, por bairro e por horário.

O cuidado a ter: sem medir conversões, o Google Ads é um poço sem fundo. Marca as chamadas e os formulários como conversões, usa links com parâmetros de campanha (o nosso gerador de UTM faz isto em segundos) e revê os termos de pesquisa todas as semanas. É comum encontrar anúncios a aparecer para pesquisas como “curso de canalizador” ou “emprego contabilista”.

Quando o SEO compensa mais

Na outra metade dos casos, quem pergunta “SEO ou Google Ads?” já tem a resposta e não sabe:

  • A procura é constante ao longo do ano. Dentistas, contabilistas, advogados, eletricistas.
  • Os cliques no teu setor são caros. Em Lisboa, os setores jurídico e de saúde estão entre os mais disputados.
  • Dependes do mapa. Para pesquisas com intenção local, o bloco do Google Maps aparece muitas vezes antes dos resultados normais, e lá não há forma de comprar a posição orgânica. O guia de SEO local em Lisboa para aparecer no Google Maps explica o que pesa nesse bloco.
  • Queres reduzir a dependência de um fornecedor. Com anúncios, o dia em que o orçamento falha é o dia em que o telefone deixa de tocar.

O SEO não é grátis: custa tempo, conteúdo e, muitas vezes, um especialista. Mas é um custo que não cresce com cada visita. Ao fim de um ano, o custo por contacto costuma ser bem mais baixo do que nos anúncios.

Quanto custa SEO ou Google Ads em Lisboa

Os números variam muito por setor, por isso trata estes valores como uma ordem de grandeza e não como tabela de preços.

Setor (exemplo)Custo por clique típico no AdsPrazo realista de SEO local
Restaurante ou caféBaixo (cêntimos a 1 €)2 a 4 meses
Canalizador ou eletricistaMédio (1 € a 3 €)3 a 5 meses
Clínica dentáriaAlto (2 € a 6 €)4 a 8 meses
Escritório de advogadosMuito alto (3 € a 10 €+)6 a 12 meses

Faz a conta ao contrário. Se um clique custa 4 € e um em cada 15 visitantes te contacta, cada contacto custa 60 € antes de saberes se vira cliente. Se esse cliente vale 800 €, compensa. Se vale 60 €, estás a pagar para trabalhar.

Quando se compara SEO ou Google Ads em custo, esta é a conta que importa. No SEO, o investimento é mensal e mais previsível. O que um consultor cobra em Lisboa e o que deves exigir em troca está detalhado no artigo sobre quanto custa um consultor SEO em Lisboa.

O modelo que recomendo: os dois, por fases

Para a maioria dos negócios locais, a melhor resposta a “SEO ou Google Ads?” é usar os dois, com pesos diferentes ao longo do tempo:

  1. Meses 1 a 3: Google Ads ligado para gerar contactos e recolher dados. Ao mesmo tempo, arranca o SEO: ficha do Google, páginas por serviço, avaliações.
  2. Meses 4 a 6: usa os termos que convertem nos anúncios para escolher as páginas e os conteúdos do site. O Ads passa a ser um laboratório de keywords.
  3. Meses 7 a 12: à medida que o site e a ficha ganham posições, reduz o orçamento nas pesquisas onde já apareces organicamente.
  4. Daí em diante: mantém o Ads só para campanhas, sazonalidade e pesquisas muito competitivas.

Este é o trabalho que faço nos serviços de SEO em Lisboa: começar pelas páginas que convertem e usar os dados dos anúncios, quando existem, para não adivinhar.

Um exemplo rápido

Uma clínica de fisioterapia em Alvalade gastava cerca de 900 € por mês em anúncios e recebia contactos regulares. Ao fim de oito meses de SEO local (ficha completa, páginas por tratamento, avaliações pedidas a cada paciente), passou a aparecer no mapa para as pesquisas principais do bairro. O orçamento de anúncios desceu para cerca de um terço e o número de contactos não caiu. Neste caso, a resposta a SEO ou Google Ads foi “os dois, com o tempo a pender para o SEO”.

Erros comuns na decisão entre SEO ou Google Ads

  • Comparar o primeiro mês de cada canal. O Ads ganha sempre no mês um. O SEO ganha quase sempre ao fim de um ano.
  • Deixar a agência de anúncios escolher a página de destino. Enviar tráfego pago para a página inicial genérica desperdiça cliques.
  • Fazer SEO sem páginas de serviço. Sem uma página clara para cada serviço, nem o SEO nem o Ads têm onde aterrar.
  • Não medir nada. Sem conversões configuradas, a discussão sobre SEO ou Google Ads é feita com opiniões e não com números.
  • Desligar os anúncios de um dia para o outro. Reduz de forma gradual, pesquisa a pesquisa, à medida que as posições orgânicas aparecem.

Perguntas frequentes

SEO ou Google Ads: o que devo escolher com pouco orçamento?

Com menos de 300 € por mês, começa pelo SEO local: ficha do Google completa, avaliações e uma página por serviço. Esse valor em anúncios num setor competitivo esgota-se em poucos dias.

O Google Ads ajuda o SEO?

Não diretamente: pagar anúncios não melhora as posições orgânicas. Ajuda de forma indireta, porque os dados de conversão mostram que pesquisas trazem clientes e merecem uma página no site.

Tenho de escolher entre SEO ou Google Ads, ou posso fazer os dois?

Sim, e é o que recomendo na maioria dos casos. Aparecer no anúncio e no resultado orgânico para a mesma pesquisa aumenta a confiança e o total de cliques.

SEO ou Google Ads: quanto tempo demora o SEO a substituir os anúncios?

Em pesquisas locais pouco disputadas, três a seis meses. Em setores competitivos como o jurídico ou a saúde, pode levar um ano. Por isso, a redução dos anúncios deve ser gradual.

Como sei se estou a desperdiçar dinheiro em anúncios?

Revê o relatório de termos de pesquisa e o custo por conversão. Se não tens conversões configuradas, o primeiro passo é esse, antes de mexer no orçamento.

Conclusão: decide pelo prazo, não pela moda

A pergunta “SEO ou Google Ads?” tem quase sempre a mesma resposta: anúncios para o curto prazo e para testar, SEO para construir um canal que continua a trazer clientes. O erro mais caro não é escolher o canal errado, é escolher sem medir e desistir cedo demais.

Se queres saber qual é o equilíbrio certo para o teu negócio, pede uma análise gratuita: olho para o teu site, para a tua ficha e, se tiveres, para as tuas campanhas, e digo-te onde está o dinheiro mais bem gasto. Para conhecer a abordagem completa, vê a página de consultoria de SEO em Lisboa.

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Próximo passo

Vamos pôr o teu negócio de Lisboa no topo do Google?

Sem compromisso e sem discurso de vendas. Falamos 20 minutos, olho para o teu site à frente de ti e digo-te o que está a travar-te. Se fizer sentido trabalharmos juntos, dizemos. Se não fizer, também digo.