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Publicidade de advogados: o que podes fazer online desde 2024

Publicidade de advogados depois da Lei 6/2024: o que a Ordem permite no site, no Google e nas redes, o que continua proibido e como fazer SEO sem riscos.

Ricardo Morais 9 min de leitura
Capa do artigo sobre publicidade de advogados, com Ricardo Morais e uma advogada a analisar um site num escritório em Lisboa

Publicidade de advogados em Portugal deixou de ser proibida em abril de 2024: a Lei n.º 6/2024 revogou o artigo 94.º do Estatuto da Ordem dos Advogados, e hoje podes anunciar o teu escritório no site, no Google e nas redes sociais. Mas liberalizar não é o mesmo que acabar com as regras. A angariação de clientes, o sigilo profissional e a proibição de publicidade enganosa continuam a travar muita coisa que é normal noutros setores. Neste guia explico, do lado de quem faz SEO para escritórios em Lisboa, o que podes fazer, o que deves evitar e como transformar esta liberdade em casos reais sem arriscar um processo disciplinar.

Uma nota: não sou advogado e isto não é um parecer jurídico sobre publicidade de advogados, mas a leitura prática de quem trabalha a presença online de escritórios. Em caso de dúvida, confirma com a Ordem.

O que mudou na publicidade de advogados com a Lei n.º 6/2024

Até 2024, a publicidade de advogados era regulada por uma lista fechada: podias divulgar informação objetiva (nome, contactos, áreas de prática, línguas faladas) e pouco mais. Tudo o que soasse a anúncio era arriscado.

A Lei n.º 6/2024, de 19 de janeiro, alterou o Estatuto e revogou esse artigo. As novas regras entraram em vigor a 1 de abril de 2024. Em dezembro de 2024, o Conselho Geral da Ordem emitiu um parecer a clarificar os limites, resumido no comunicado Advogados já podem fazer publicidade da atividade profissional, mas com restrições.

TemaAntes de abril de 2024Depois de abril de 2024
Anúncios pagos (Google Ads, redes sociais)Na prática, evitadosPermitidos, dentro dos deveres deontológicos
Site do escritórioSó informação objetivaConteúdo livre, com limites de dignidade e veracidade
Anúncios em jornais e revistasMuito limitadosPermitidos
Angariação de clientesProibidaContinua proibida
Divulgar casos e clientesProibido pelo sigiloContinua proibido (sigilo profissional)

A mudança é grande no papel. Na prática, a publicidade de advogados passou de “só o essencial” para “quase tudo, desde que não angaries, não enganes e não quebres o sigilo”.

Ricardo Morais com uma advogada num escritório em Lisboa, a analisar o site da sociedade num portátil

O que continua proibido na publicidade de advogados

É aqui que muitos escritórios se enganam, sobretudo quando contratam agências habituadas a vender pizzas ou ginásios. Na publicidade de advogados, as técnicas agressivas que funcionam noutros setores podem dar origem a uma participação disciplinar.

  • Angariação de clientes. O parecer da Ordem fala em convites ao contacto, mesmo que de forma subliminar, implícita ou indireta. Dar-te a conhecer é lícito; abordar pessoas numa situação concreta para as levar a contratar-te não é.
  • Violação do sigilo profissional. Nada de contar casos reconhecíveis, publicar nomes de clientes ou fotografias de documentos, mesmo com boa intenção.
  • Publicidade enganosa. Promessas de resultado, taxas de sucesso impossíveis de verificar ou “o melhor advogado de Lisboa” continuam fora de questão.
  • Falta de dignidade profissional. Tom sensacionalista, humor à custa de quem está em sofrimento ou comparações depreciativas com colegas.
  • Condicionar a liberdade de escolha do potencial cliente, por exemplo com pressão de tempo artificial (“só hoje”, “vagas limitadas”).

A regra que uso com os escritórios que acompanho é simples: informar sim, pressionar não. Um texto que explica o divórcio por mútuo consentimento informa. Um anúncio “Está a divorciar-se? Ligue já” dirigido a quem acabou de pesquisar o tema aproxima-se da angariação.

Onde a publicidade de advogados funciona melhor online

Na publicidade de advogados, nem todos os canais têm o mesmo risco nem o mesmo retorno. A minha leitura para escritórios em Lisboa:

CanalO que podes fazerOnde ter cuidadoRetorno típico
Site e SEOPáginas por área de prática, artigos, perguntas frequentesPromessas e casos reconhecíveisAlto, cresce com o tempo
Google Business ProfileFicha completa, fotos, horários, respostas a avaliaçõesPedir avaliações com insistênciaAlto em pesquisas locais
Google AdsAnúncios por área de prática e zonaTextos com “ligue já” e urgência artificialImediato, mas pára quando paras de pagar
LinkedInArtigos de opinião, comentários a legislação novaMensagens diretas a desconhecidos a oferecer serviçosMédio, forte em direito empresarial
Instagram e FacebookConteúdo educativo curto, bastidores do escritórioAnúncios dirigidos a pessoas em situações sensíveisVariável

O canal com melhor relação entre risco e retorno é o que menos se parece com publicidade de advogados: o conteúdo no teu próprio site.

Porque é que o SEO encaixa nas regras da publicidade de advogados

No SEO não vais atrás de ninguém. É a pessoa que escreve no Google “advogado partilhas Lisboa” ou “prazo para contestar despedimento” e encontra a tua resposta. Não há convite ao contacto; há informação disponível para quem a procura. É a forma de publicidade de advogados mais alinhada com o espírito do Estatuto.

Por isso, quando um escritório me pergunta por onde começar, a resposta é quase sempre a mesma: primeiro o site e a ficha do Google, depois os anúncios. É o trabalho que descrevo na página de SEO para advogados em Lisboa, e assenta em três pilares:

  1. Uma página por área de prática, escrita para o problema de quem procura e não para a história do escritório.
  2. Conteúdo que responde às perguntas reais, em português simples, com a tua experiência por trás.
  3. Presença local forte, com a ficha do Google trabalhada e a zona de Lisboa onde atendes bem identificada. O guia de SEO local para aparecer no Google Maps explica esta parte passo a passo.

Como aplicar as regras da publicidade de advogados no teu site

Páginas por área de prática

Cada área tem a sua pesquisa e o seu tipo de cliente. Direito da família, laboral, imobiliário, sucessões, imigração: cada uma merece uma página completa, com o que está em causa, os prazos habituais, os documentos necessários e como decorre a primeira reunião. É informação objetiva e útil, exatamente o que a publicidade de advogados deve ser.

Casos de sucesso sem quebrar o sigilo

Os casos de sucesso são o conteúdo que mais converte noutros setores e o mais perigoso na advocacia. Se quiseres usá-los, fala de tipos de situação e não de clientes: “acompanhamos com frequência partilhas com imóveis em vários concelhos” diz o mesmo sem expor ninguém. Nunca publiques valores, nomes, datas ou detalhes que identifiquem alguém.

Avaliações no Google

As avaliações pesam muito nas pesquisas locais. Podes ter o link da tua ficha visível no site e no email de fim de processo. O que convém evitar é pressionar, oferecer contrapartidas ou responder a uma avaliação revelando detalhes do caso. Uma resposta sóbria, sem confirmar sequer que a pessoa foi tua cliente, é o caminho seguro.

Dados estruturados

Marca o escritório com dados estruturados do tipo LegalService ou Attorney, com morada, horários e áreas de prática. Ajuda o Google a perceber quem és e onde estás, sem qualquer risco para as regras da publicidade de advogados. Podes criar o código com o nosso gerador de Schema JSON-LD sem escrever uma linha.

Chamadas à ação sóbrias

“Marcar uma consulta” ou “Pedir contacto” são chamadas à ação claras e dignas. “Não perca o seu caso, ligue já” não são. A diferença parece pequena, mas é aí que a publicidade de advogados passa de informativa a angariadora.

Erros de publicidade de advogados que vejo todas as semanas

  • Usar “especialista” sem ter o título de especialista atribuído pela Ordem.
  • Publicar notícias de processos mediáticos com o nome do escritório ligado a clientes.
  • Criar anúncios com urgência artificial copiados de outros setores.
  • Ter um site bonito mas sem uma única página que responda a uma pesquisa real.
  • Contratar quem prometa “primeiro lugar no Google em 30 dias”: além de impossível, é o tipo de promessa que tu próprio não podes fazer aos teus clientes.

Quanto investir e em que ordem

Para um escritório pequeno ou médio em Lisboa, a ordem que recomendo é esta:

  1. Meses 1 a 3: ficha do Google completa, site com páginas por área de prática, dados estruturados.
  2. Meses 3 a 6: 2 a 4 artigos por mês a responder às perguntas mais pesquisadas nas tuas áreas.
  3. A partir do mês 6: Google Ads para as áreas mais rentáveis, se o orçamento o permitir, sempre com textos revistos à luz das regras da publicidade de advogados.

Os anúncios dão resultados em dias, mas param quando paras de pagar. O SEO demora mais, mas os artigos trazem contactos durante anos. Se quiseres perceber como é que a estratégia se adapta ao teu escritório, a página sobre estratégia de SEO para escritórios de advocacia em Lisboa tem os detalhes.

Perguntas frequentes

Os advogados podem fazer anúncios no Google?

Sim. Desde a Lei n.º 6/2024, e segundo o parecer do Conselho Geral da Ordem de dezembro de 2024, os anúncios pagos no Google e nas redes sociais são permitidos. O texto dos anúncios continua sujeito aos deveres deontológicos: sem angariação, sem promessas e sem violar o sigilo.

Posso publicar casos que ganhei no site?

Com muito cuidado. O sigilo profissional mantém-se, por isso não podes identificar clientes nem divulgar detalhes que os tornem reconhecíveis. O mais seguro é falar de tipos de situação que acompanhas, sem valores, nomes ou datas.

A publicidade de advogados nas redes sociais tem regras diferentes?

As regras são as mesmas em qualquer canal. O que muda é o risco: nas redes sociais é mais fácil cair no tom informal, no sensacionalismo ou em mensagens diretas que se aproximam da angariação. Conteúdo educativo e sóbrio é o caminho mais seguro.

Posso dizer que sou especialista numa área?

Só se tiveres o título de especialista atribuído pela Ordem. Caso contrário, usa expressões como “áreas de prática” ou “prática preferencial em direito laboral”, que são factuais e não induzem em erro.

O SEO conta como publicidade de advogados?

Na prática, o conteúdo do teu site está sujeito às mesmas regras de qualquer comunicação pública do escritório. A diferença é que o SEO trabalha com quem já está a procurar ajuda, o que o torna naturalmente compatível com a proibição de angariação.

Conclusão: informar bem é a melhor publicidade

A revogação do artigo 94.º abriu a porta à publicidade de advogados, mas não mudou o essencial: a confiança ganha-se a informar, não a pressionar. Um site com páginas claras por área de prática, uma ficha do Google bem trabalhada e artigos que respondem às perguntas certas são a forma mais eficaz e mais segura de crescer.

Se queres saber como está hoje a presença online do teu escritório e o que podes melhorar dentro das regras, pede uma análise gratuita ao teu site. Respondo pessoalmente, sem compromisso.

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Próximo passo

Vamos pôr o teu negócio de Lisboa no topo do Google?

Sem compromisso e sem discurso de vendas. Falamos 20 minutos, olho para o teu site à frente de ti e digo-te o que está a travar-te. Se fizer sentido trabalharmos juntos, dizemos. Se não fizer, também digo.