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Menu do restaurante no Google: como o pôr no Maps e no site

Como pôr o menu do restaurante no Google: editor do menu da ficha, pratos populares, menu em HTML no site e dados estruturados, com erros a evitar em Lisboa.

Ricardo Morais 9 min de leitura
Capa do artigo sobre como pôr o menu do restaurante no Google, com Ricardo Morais a fotografar um prato num restaurante de Alfama

O menu do restaurante no Google é a lista de pratos, secções e preços que aparece no separador “Menu” da tua ficha no Maps e na Pesquisa, e também o menu que o Google lê no teu site. Para o pores lá com controlo, tens três caminhos que se complementam: o editor do menu do Perfil da Empresa, os pratos populares com fotografia e uma página de menu em texto no site. Se só fizeres um, faz o editor da ficha hoje. Se fizeres os três, deixas de depender do que os clientes e as plataformas de reservas publicam por ti.

Em Lisboa isto pesa mais do que parece. Quem está no Cais do Sodré às 20h00 abre duas ou três fichas, carrega em “Menu” e decide em segundos. Se o menu do restaurante no Google estiver vazio ou com preços de 2023, a mesa vai para o vizinho.

O que é o menu do restaurante no Google (e onde aparece)

Quando falamos de menu do restaurante no Google, falamos na prática de quatro fontes de informação que o Google junta na mesma ficha:

  • Menu do editor: secções, pratos, descrições e preços que o proprietário introduz no Perfil da Empresa.
  • Pratos populares: nomes e fotografias de pratos que o Google destaca, a partir do que o dono adiciona e do que os clientes publicam.
  • Fotografias do menu: imagens da carta enviadas por ti ou por clientes.
  • Link do menu: o endereço de uma página do teu site ou de uma plataforma externa.

Sem controlo, o Google mostra o que tiver: muitas vezes, a fotografia de um quadro de ardósia tirada por um turista. Tecnicamente é um menu do restaurante no Google. Comercialmente é um problema.

Ricardo Morais num restaurante de Alfama a fotografar um prato para o menu no Google, ao lado do cozinheiro

As 4 formas de pôr o menu no Google, lado a lado

Cada forma de pôr o menu do restaurante no Google tem vantagens e limites:

OpçãoOnde apareceQuem controlaTempo para montarPonto fraco
Editor do menu da fichaSeparador “Menu” no Maps e na PesquisaTu30 a 60 minutosTens de o atualizar à mão
Pratos popularesDestaque na ficha, com fotografiaTu e os clientes15 minutos por pratoOs clientes também propõem nomes
Fotografias da cartaGaleria e separador “Menu”Tu e os clientes5 minutosDifícil de ler no telemóvel, desatualiza-se
Página de menu no site (HTML)Resultados orgânicos e link da fichaSó tu2 a 4 horasExige um site minimamente bem feito

A combinação que recomendo é simples: editor do menu na ficha, cinco a oito pratos populares com boa fotografia e uma página de menu em texto no site, ligada a partir da ficha. As fotografias da carta são só complemento.

Passo 1: o editor do menu do Perfil da Empresa

O editor do menu está disponível para negócios de alimentação e bebidas e permite organizar os pratos por secções, cada um com nome, descrição e preço. Segundo a ajuda oficial sobre o editor do menu, as alterações podem demorar 24 a 48 horas a aparecer no Maps e na Pesquisa, por isso não deixes a carta de inverno para a véspera.

Para preencher o menu do restaurante no Google com o editor:

  1. Entra no Perfil da Empresa com a conta que gere a ficha e abre a opção de editar o menu.
  2. Cria as secções pela ordem em que o cliente lê: entradas, peixe, carne, vegetariano, sobremesas, bebidas.
  3. Escreve o nome de cada prato como ele é pedido à mesa (“Arroz de marisco”, não “Especialidade da casa n.º 3”).
  4. Acrescenta uma descrição curta com o que interessa: ingredientes principais, se dá para duas pessoas, se é picante.
  5. Põe o preço real. Se varia, usa o valor de referência e explica na descrição.
  6. Guarda e volta a confirmar dois dias depois na ficha pública, no telemóvel.

O que escrever nas descrições

A descrição é onde usas as palavras que as pessoas pesquisam. Um “Polvo à lagareiro com batata a murro e grelos” responde a quem procura polvo em Alfama melhor do que “Prato do dia”. E uma descrição clara ajuda a tradução automática para os turistas que veem o menu do restaurante no Google em inglês.

Se tiveres várias casas

Cada casa tem a sua ficha e o seu menu do restaurante no Google. Para grupos com muitas localizações, a Google indica a API do Perfil da Empresa para atualizações em massa.

Passo 2: pratos populares com fotografias que vendem

Os pratos populares são os destaques visuais da ficha. A ajuda da Google sobre pratos populares explica que os nomes podem vir do proprietário e dos clientes, e que os nomes que tu adicionas têm prioridade sobre os que os clientes sugerem. Também podes indicar que um prato já não é servido.

Na prática, isto significa três tarefas:

  • Escolher cinco a oito pratos que representam a casa e que estão na carta o ano inteiro.
  • Fotografar cada um com luz natural, sem filtros, no prato em que é servido.
  • Rever os nomes de quinze em quinze dias e corrigir os propostos com erros.

Cenário comum: o prato mais visto na ficha é um “bacalhau à brás” que saiu da carta há um ano. Basta marcá-lo como não servido e acrescentar o prato que o substituiu.

Passo 3: a página de menu no site, em texto

A ficha resolve o Maps. O site resolve o resto: a pesquisa orgânica, o link que a ficha mostra e a reserva direta. Para isso, o menu tem de estar numa página própria, em texto HTML, e não apenas num PDF de 8 MB ou numa imagem.

O Google consegue ler alguns PDFs, mas um ficheiro pesado abre mal no telemóvel e desatualiza-se. Uma imagem é pior: o texto do prato não existe para o motor de busca. Uma boa página de menu tem:

  • Um título claro, como “Menu do restaurante [Nome] no Príncipe Real”.
  • Secções com subtítulos e cada prato numa linha, com preço.
  • Indicação de pratos vegetarianos, sem glúten ou para partilhar.
  • Data da última atualização visível.
  • Botão de reserva direta e telefone no topo.

Depois, no Perfil da Empresa, aponta o link do menu para essa página. Assim o menu do restaurante no Google e o do site dizem o mesmo, e cada clique que sai da ficha cai numa página tua, não numa plataforma que te cobra comissão.

Dados estruturados: ajudam, mas não fazem milagres

O Schema.org tem tipos para restaurantes (Restaurant) e para a carta (Menu, MenuSection, MenuItem), ligados pela propriedade hasMenu. Marcar a página ajuda o Google a perceber que aquilo é o menu do restaurante e a quem pertence, mas não garante nenhum resultado especial nem substitui o editor da ficha. Se quiseres gerar o código base sem escrever JSON à mão, o nosso gerador de schema faz a parte do restaurante em dois minutos.

Os 7 erros mais comuns que vejo em Lisboa

Quando reviso o menu do restaurante no Google de casas da Baixa, de Alfama ou das Avenidas Novas, vejo sempre os mesmos problemas:

  1. Menu só em fotografia, tirada por clientes, com metade dos preços ilegíveis.
  2. Preços desatualizados. O cliente chega, vê outro valor e deixa uma avaliação a dizer que a ficha “engana”.
  3. Link do menu a apontar para uma plataforma de reservas, que te cobra comissão por uma mesa que já era tua.
  4. Pratos com nomes internos (“Sugestão do chef 2”) que ninguém pesquisa.
  5. Carta sazonal esquecida. O menu de verão continua ativo em novembro.
  6. Ficha e site com menus diferentes, o que gera desconfiança e chamadas desnecessárias.
  7. Nenhum prato vegetariano identificado.

Corrigir o menu do restaurante no Google não custa dinheiro. Custa uma tarde.

Quanto tempo leva a manter

Manter o menu do restaurante no Google atualizado é uma rotina, não um projeto:

  • Montagem inicial: meio dia entre editor da ficha, fotografias e página do site.
  • Mensal: 20 a 30 minutos para rever preços, pratos esgotados e nomes propostos por clientes.
  • Mudança de carta: uma a duas horas, de preferência três ou quatro dias antes de a nova carta entrar.

Junta-lhe a rotina de avaliações e publicações na ficha e tens a base do SEO para restaurantes em Lisboa. O menu do restaurante no Google é só uma peça, mas é a que o cliente abre logo antes de decidir. Para perceber como o mapa ordena os restaurantes, lê também o guia de SEO local em Lisboa e Google Maps.

Perguntas frequentes

Como adiciono o menu do restaurante no Google?

No Perfil da Empresa, abre a edição da ficha e usa o editor do menu: cria secções, acrescenta pratos com nome, descrição e preço e guarda. As alterações podem demorar 24 a 48 horas a aparecer. Complementa com pratos populares com fotografia e com o link para a página de menu do teu site.

Porque é que aparece um menu que eu não pus?

Porque o Google também usa fotografias e informação enviadas por clientes. Preencher o editor e os pratos populares dá prioridade à tua versão do menu do restaurante no Google.

Posso usar só o PDF da carta?

Podes, mas não como solução principal. Um PDF pesado abre mal no telemóvel e é difícil de manter. Para o menu do restaurante no Google, uma página em texto ligada a partir da ficha funciona melhor.

O menu no Google ajuda o restaurante a subir no Maps?

Não há garantia direta, mas um menu do restaurante no Google completo torna a ficha mais relevante para pesquisas por pratos e aumenta a probabilidade de quem a abre carregar em “Ligar” ou “Reservar”.

Devo pôr o menu em inglês?

Se recebes turistas, sim, sobretudo no site: uma página de menu em inglês, escrita de raiz, responde a pesquisas que muitos concorrentes ignoram. Na ficha, usa nomes claros e descrições simples.

Conclusão: um menu que trabalha por ti

Um menu do restaurante no Google bem tratado é a montra que o cliente vê no momento exato em que escolhe onde comer, a duzentos metros da tua porta. Editor da ficha, pratos populares com boas fotografias, página de menu em texto e uma revisão mensal: é o que precisas para deixar de perder mesas por informação errada.

Se quiseres que olhe para a tua ficha, para o teu menu e para o resto da tua presença no Google, a consultoria de SEO para restaurantes da Lisboa SEO começa sempre por aí. Pede uma análise gratuita e digo-te, sem compromisso, o que corrigia primeiro.

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Sem compromisso e sem discurso de vendas. Falamos 20 minutos, olho para o teu site à frente de ti e digo-te o que está a travar-te. Se fizer sentido trabalharmos juntos, dizemos. Se não fizer, também digo.